Sorrio novamente, mesmo teatro
Mesma peça, num palco quebrado
A mesma esperança de artista mambembe
A grande chance em cada esquina
A mesma lágrima falsa de aquarela
Finjo ser preciso interpretar a dor
Sorrio novamente, roupa de palhaço
Remendo meu terno colorido
E aceno
Para uma platéia inexistente
Ensaio um sorriso e sigo de novo
Vivendo da expectativa do próximo ato
Do próximo dia, do próximo ano
Da próxima alegria que virá
E que em meu devaneio, já sinto minha!
Não há nada, nada mais sincero
Do que meu eterno faz de conta!
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