domingo, 21 de abril de 2013

E sorrio novamente

Sorrio novamente, mesmo teatro 
Mesma peça, num palco quebrado 
A mesma esperança de artista mambembe 
A grande chance em cada esquina 
A mesma lágrima falsa de aquarela 
Finjo ser preciso interpretar a dor 
Sorrio novamente, roupa de palhaço 
Remendo meu terno colorido 
E aceno
Para uma platéia inexistente 
Ensaio um sorriso e sigo de novo 
Vivendo da expectativa do próximo ato 
Do próximo dia, do próximo ano 
Da próxima alegria que virá 
E que em meu devaneio, já sinto minha! 
Não há nada, nada mais sincero 
Do que meu eterno faz de conta!

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