Não me perguntem, amigos
o motivo do meu silêncio.
Das minhas palavras curtas,
dos meus sorrisos parcos.
Entendam, amigos, aquilo
a que chamam
"aproveitar a vida"
Isso que os leva ao desgaste
e a ruína
Para mim não passa de armadilha
na qual meu espírito - por mais que queira!
não consegue entrar.
Vejam, amigos, que minhas palavras
são meu jeito de ser sozinha
E minha solidão
É meu modo de estar no mundo
É meu modo de ser o mundo
E o mundo, amigos, seja lá o que digam
É feito de solidão.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Pelas ruas desertas da minha sorte
marcham as minhas esperanças
Que tolas, invocam qualquer coisa
sobre flores e misericórdias
(como se alguém ouvisse!)
Marchem, meus pés aflitos
fujam dessa paz forçada
que pesa, e não conforta
dessa ferida que dói,
mas não existe.
Marchem, pés aflitos
afoguem os brados
que vêm dos muitos eus
que habitam em mim
Tenho toda uma legião estrangeira
contida no pensamento.
marcham as minhas esperanças
Que tolas, invocam qualquer coisa
sobre flores e misericórdias
(como se alguém ouvisse!)
Marchem, meus pés aflitos
fujam dessa paz forçada
que pesa, e não conforta
dessa ferida que dói,
mas não existe.
Marchem, pés aflitos
afoguem os brados
que vêm dos muitos eus
que habitam em mim
Tenho toda uma legião estrangeira
contida no pensamento.
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